Hoje em uma rede social eu li no perfil de um grande amigo algo sobre essa música do Raul Seixas, cuja letra vem a seguir:
"Você alguma vez se perguntou por que
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar?
Mas voce faz, sem saber porquê, você faz!
E a vida é curta, por que deixar que o mundo
Lhe acorrente os pés?
Fingir que é normal estar insatisfeito
Sera direito, o que voce faz com você?
Por que voce faz isso por quê?
Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre esteve em você
E dorme com a esposa por quem ja não sente amor
Sera que é medo?
Por que? voce faz isso com você?
Por que você não pára um pouco de fingir
E rasga esse uniforme que voce não quer...
Mas voce não quer, prefere dormir e não ver
Por que você faz isso por que?
Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre esteve em você.
E dorme com a esposa por quem ja não sente amor
Sera que é medo?
Por que? você faz isso com você?
Por que cara?
Mas voce não quer prefere dormir e não ver
Por que voce faz isso por que?
Sera que é medo?
Por que? você faz isso com você?
Você faz isso com você?"
Confesso que, quando li, algumas coisas me passaram pela cabeça imediatamente... e outras pelo meu coração.
A primeira delas foi que é tão triste ver que as pessoas ainda se prendem à vidas tão vazias... talvez por medo, talvez por ignorância em relação a como mudar, às vezes por serem escravos de um paradigma que honestamente não faz nenhum sentido mas a pessoa não percebe (ou não quer mesmo enxergar).
A segunda foi ao ler o trecho que diz que o patrão que você detesta sempre esteve em você. Quando eu li isso, lembrei-me de quantas vezes eu ouvi os outros reclamando de seus empregadores ou de seus superiores e quantas vezes eu mesma me incomodei com uma atitude ou decisão que algum superior meu tomou e quão poucas vezes eu me questionei sobre como será que era para aquela pessoa viver aquela vida.
Ou seja, se por exemplo eu detesto o meu chefe porque acho que ele é medíocre, seria justo simplesmente permitir que um sentimento assim se instalasse no meu coração? Será que ele gosta do que faz? Será que ele gosta do que eu faço? Será que tem algo que eu possa fazer em conjunto com ele para mudar essa situação? Reclamar é muito fácil mas encarar que enquanto eu não faço parte da solução eu faço parte do problema é muito mais complicado.
Confesso que isso me abalou muito... porque simplesmente eu ainda não consigo criar empatia com diversas pessoas e, por não conseguir me colocar no lugar delas, não consigo me aproximar delas e perguntar de peito aberto se tem algo que eu possa fazer para tornar tudo aquilo melhor, sem medo de que aquela pessoa fique chateada ou se sinta ameaçada por mim.
E cá para nós, uma vez que Deus nos manda amar ao próximo como a nós mesmos, quantas vezes eu mesma me lembrei que o meu chefe é o meu próximo? Quantas vezes eu, ao invés de procurar entender (ou mesmo perguntar), eu criei teorias e pré-conceitos baseados em uma determinada atitude formando uma opinião sobre uma pessoa e, com isso, sendo tão cristã quanto um ateu?
Até quando eu vou continuar assim? Até quando vou me deixar envolver pelo medo dos que me rodeiam e aceitar o medo que forma as ideias e opiniões deles sobre os outros como base para as minhas próprias opiniões e atitudes? Preciso de mudança já!
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