segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Tudo do jeitinho que devia ser
Impressionante como Deus conduz as coisas para que elas sejam da melhor forma. Depois de toda a doideira para chegar no cliente hoje pela manhã, sentei para escrever o texto e aguardar o início dos trabalhos com eles. Lá estou eu, sentadinha, escrevendo, e passa um moço que ri de mim porque estou com as pernas na posição "de índio" com o notebook no colo e roupa social e pergunta se sou budista... o meu humor, que já estava escasso, esvaiu-se um pouco mais. Respondi apenas que estava sem apoio e por isso estava daquela forma. Ele passou mas a irritação nem tanto. Respirei fundo e prossegui.
Passou-se um pouco de tempo e o cliente, percebendo que tinha um elemento estranho ali na recepção improvisada (no caso eu), chegou-se e apresentou-se. Pediu que eu aguardasse mais alguns minutos para começarmos. Lá fiquei eu sentadinha esperando.
Pouco tempo depois ele chega todo sem graça e pergunta para mim se eu ficaria muito triste de ele me pedisse para voltar amanhã. Eu, que na hora fiquei entre chorar e respirar fundo, optei pela segunda alternativa e disse que não. Conversamos, acertamos o horário e eu saí dali. Fui para o estacionamento pagar a estadia e depois pegar o carro do jeito que estava: com o notebook nas costas e com o sapato alto nos pés. Chegando no caixa, aconteceu o óbvio: eles não aceitam cartões... e claro, eu não tinha dinheiro comigo. Conversei com o moço lá que me indicou uma agência para sacar. Era um pouco distante mas, sem opções, prossegui.
Lá chegando, quase quebrei a porta porque ela estava difícil de abrir... também pudera, a agência estava mesmo trancada e seu horário de abertura é às dez da manhã!!! Feliz (nessas horas eu lamento por não poder mostrar a expressão de alegria no meu rosto aqui no texto) eu segui procurando no centro da cidade um caixa eletrônico. Bom, eu e o sapato alto nas calçadas esburacadas, além da bolsa vermelha e do notebook nas costas... sensacional!!!
Umas quadras depois achei o caixa, saquei o dinheiro e voltei. Paguei o estacionamento, troquei o sapato (por que mesmo eu não fiz isso antes de ir ao caixa???) e saí dali. Curiosamente na volta foi fácil e rápido acertar o caminho. Cheguei no escritório com tranquilidade, mesmo enfrentando trânsito, e gastando muito menos tempo do que o que gastei na ida.
Quando eu cheguei, contei a minha aventura e claro, reforcei que combinei com o cliente de voltar amanhã desde que ele confirmasse hoje a minha ida; caso contrário, eu ficaria aguardando uma outra data. Quando acabei de contar tudo, a pessoa que me alocou para visitar esse cliente explicou que foi a melhor coisa que aconteceu porque, no fim das contas, o trabalho ficou mal explicado e, na verdade, o que tinha que se fazer lá era um tanto diferente do que tinham me passado.
Fiquei pensando então que toda aquela complicação, desde a falta do endereço no GPS, os caminhos errados, as informações imprecisas, o trânsito, o desgaste, tudo, só confirmavam aquilo que eu sentia: estava indo para o lugar errado, mesmo sem saber. Claro, eu tinha que ir porque foi o combinado mas, no fundo, não era para eu estar ali mesmo hoje.
Refleti e fiquei contente porque além de resolver algumas pendências da semana passada, estou mais perto de casa e não vou pegar o trânsito ridículo que pegaria se saísse de lá às seis da tarde e além do mais nada disso aconteceu em dia de rodízio (senão eu teria chorado literalmente, seja pela multa, seja pela pressão de chegar na hora certa).
É... Deus nos ama tão profundamente que conhece os nossos limites e permite que passemos por situações delicadas mas nada além da nossa capacidade, preservando-nos daquilo que não podemos suportar. Obrigada, Senhor!
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