segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Nas pistas da vida
Na semana passada briguei pela primeira vez na vida com a minha irmã mais velha. Na verdade, ela brigou comigo e, sinceramente, com razão. Sem muitos detalhes o que posso dizer é que sem querer passamos por uma situação em que, no momento em que ela me confrontou, fui insensível no pior momento e ela, claro, ficou magoada comigo. No final do dia eu fui lá conversar com ela e nos acertamos. Mas o que venho registrar hoje é algo que aconteceu no meio disso tudo.
Como a desavença aconteceu de manhã e eu só pude falar com ela de noite, muitas coisas aconteceram durante o dia, incluindo uma mensagem que recebi no celular dizendo que a lição do dia era mudarmos os nossos hábitos porque desta forma podemos mudar o mundo. Eu recebi a mensagem dizendo que concordava e que a minha maneira de fazê-lo naquele momento era enfrentando a situação e resolvendo o problema que causei e a réplica foi algo do tipo: "nem enfrenta e nem resolve nada... entrega para o Espírito Santo e confia que Ele resolve".
Sabe, acredito que Deus faz o impossível mas, antes disso, é de nossa responsabilidade fazer todo o nosso possível. Ontem, pensando nisso, lembrei-me da minha irmã dizendo que a maioria dos casais enfrenta a mesma dificuldade quando vai fazer aulas de dança de salão: a mulher raramente consegue se deixar conduzir pelo homem, o que faz com que tudo fique muito mais difícil.
Com essa figura na cabeça, entendi então que quando aceitamos Jesus, na verdade, aceitamos um convite para bailar com Ele na pista de dança da Vida. Pois é... somos convidados, não O convidamos a nada. Portanto, somos a dama nesse casal e Ele é o cavalheiro que nos conduz (quando deixamos) pelo salão.
Na dança de salão as regras são claras:
- O cavalheiro conduz. Sempre;
- A dama o segue. Sempre;
- A dama costuma aprender mais rápido que o cavalheiro os passos;
- O cavalheiro demora para ser claro em seus comandos a ela;
- À dama não cabe questionar as decisões do parceiro enquanto a dança acontece;
- Quanto mais o par dança junto, mais fluída é a dança e mais bonito é de assistir
E normalmente, se pensarmos só nisso, tenho certeza de que a mensagem que recebi é absolutamente correta. Mas... lembrei de algo mais.
Ouvi a história de um rapaz que dança há anos e que ama dançar e achou uma parceira de dança à altura. Só que essa parceira, por motivos diversos, precisou parar. A namorada dele (que não é a parceira) não dança há tanto tempo e até dança com ele mas não está ainda à altura da técnica do namorado e portanto, ele ficou "sem par" para treinar. A namorada está fazendo aulas três vezes por semana para acelerar o seu aprendizado e com isso poder dançar com ele de igual para igual em breve mas ainda tem um bom esforço pela frente.
E aí, isso me fez pensar que mesmo que o cavalheiro seja muito bom, se a dama não acompanha, a dança não flui. Fazendo um paralelo com a mensagem que recebi, entregar a Deus é importante, depender Dele é mais ainda mas isso não pode nos dar a ilusão de que, porque Ele sabe e pode todas nós podemos nos dar ao luxo de simplesmente não fazermos nada. É como se na dança a dama simplesmente parasse de se mexer... por mais que o cavalheiro faça o seu melhor, a dança não será fluida, graciosa ou mesmo agradável (para ele, para ela ou para quem assiste), e, na verdade, mesmo para a dama é ruim ficar sendo arrastada contra a vontade... como Deus é um verdadeiro cavalheiro, Ele não fará isso e a dança parará.
Eu amo dançar! Isso não significa que eu saiba... mas eu acho uma delícia tudo isso. A vantagem de dançar com Deus é que, independente de quanto treinemos, nunca estaremos à altura Dele, então podemos sempre fazer o nosso melhor porque ele é o suficiente para o Senhor. Mas, para que a dança seja realmente agradável para ambos, cabe a nós buscarmos sempre estar mais atentas aos Seus comandos para que os movimentos sejam mais sincronizados e com isso, possamos brilhar com Ele nas pistas da vida.
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