segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Gente na dose errada é veneno...
Uma vez eu ouvi alguém dizendo que, em determinado ponto de sua vida, já não fazia mais sentido realizar determinadas tarefas sem a companhia de uma outra pessoa. Na hora, confesso que fiquei absolutamente chocada e achei um absurdo, afinal, como é possível depender tanto assim de outro alguém? Eu mesma nunca tinha passado por isso... até ali.
Começo este texto falando disso porque, dependendo de como encaramos as coisas, o testemunho que me chocou pode fazer todo o sentido ou pode simplesmente ser uma tremenda cilada.
Amar a Deus acima de todas as coisas... mandamento difícil, não? Parece que é simples mas, de verdade, acho que em muitos casos a gente acha que está amando a Deus quando, na verdade, está amando mais o outro ou mais a si mesmo do que a Ele. E aí, quando isso acontece, as pessoas (às vezes a gente mesmo) deixa de ser canal de benção de Deus e passa a ser apenas uma pedra de tropeço na vida do outro (ou para nós mesmos).
Em diversos momentos eu transformei a presença de alguém na minha vida em algo ruim para mim mesma e para a pessoa. Ao invés de entender que esta pessoa estava ali apenas para ter parte de mim, parte do meu dia, parte da minha atenção e parte do meu cuidado, deixando o restante (ou o principal) nas mãos de Deus, acabei querendo assumir o lugar Dele e tentei fazer o que não podia, disse o que não devia, e fiz o que não podia... e errei.
Outras vezes, por deixar o meu coração me enganar e seguir apenas os seus desejos, deixei Deus de lado, colocando então a minha vida na mão de outra pessoa que, assim como eu, é falível e portanto, acabou me decepcionando, não por mal mas por pura incapacidade de cuidar do que eu esperava (simplesmente porque não foi Deus quem a colocou para isso... fui eu).
Gente na dose errada gasta o tempo, esgota as energias, toma a atenção de modo improdutivo, desespera, rouba os sonhos, perde as esperanças e, por fim mata o espírito. Isso acontece não porque a pessoa seja ruim ou porque nós estejamos sendo incompetentes por decisão, é simplesmente uma incapacidade humana tomar o lugar de Deus de modo pleno.
É por isso que o primeiro mandamento é amar à Deus acima de todas as coisas e depois, somente depois de isso feito, amar ao próximo. Se fizermos as coisas na ordem certa, amaremos ao próximo com o amor Dele, o amor perfeito, aquele amor descrito em 1 Coríntios 13. Mas, se trocarmos a ordem, deixamos de amar a Deus e, por consequência, passamos a tratar o próximo como um deus, ou passamos a ser um deus para ele e isso não tem a menor chance de dar certo porque, mais cedo ou mais tarde, é frustração na certa.
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