segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rumo ao sétimo ano!


Hoje é a última segunda-feira do primeiro mês do ano e, meu Deus, como esse ano está apressado!!! Hoje também é dia de recomeços, entre eles o dia do início do ano letivo na maioria das escolas na cidade. E hoje volto à rotina de sair mais cedo, levar a criança na escola e trabalhar, e correr, e cuidar de lanche e estudos e etc.

Bom, na verdade, no ano passado, eu cuidei disso mais ou menos. O ponto é que, diferente do que acontecia quando a minha filha era menor que, de vez em quando ela ficava sem lanche para a escola porque eu simplesmente esquecia de comprar (sim, é uma vergonha mas acontecia mesmo), ela não ficou sem lanche mas, por outro lado, estudamos pouco. De fato eu sempre acompanhei a vida escolar dela muito mais de longe do que deveria.

Embora eu saiba que venho melhorando com o tempo, sei que ainda estou longe do que deveria ser nesse quesito. Poderia usar aqui várias desculpas para isso mas honestamente não passariam de atenuantes ou meras questões circunstanciais para justificar algo que, sinceramente, só tem uma justificativa: priorização errada de atividades e afazeres.

Em parte me esquivei disso porque eu me lembro de ter levado a minha vida acadêmica praticamente sozinha nessa época (nem sei se é verdade mas é assim que me lembro... sei que minha mãe estudava comigo em alguns momentos mas não sei se era prática constante). Claro, como eu disse acima, é só mais uma desculpa para algo que no fundo estava em minhas mãos e eu deixei passar.

A boa notícia é que depois de muito lutar ela conseguiu com a graça do Senhor passar de ano. Ok, isso aconteceu há uma semana apenas e todo mundo fica um tanto assustado como é que a escola ainda estava insistindo nisso mesmo às vésperas do ano letivo e, de verdade, tenho minhas teorias sobre o assunto mas a que eu prefiro no momento é que a escola realmente entendeu o quanto seria ruim para a auto-estima e para o desenvolvimento acadêmico dela se ela fosse novamente reprovada e tivesse que cursar o sexto ano pela terceira vez.

Então, depois de não sei quantas provas escritas e orais e trabalhos entregues durante as férias, na semana passada, passamos pela prova final. Interessante que eu a levei para a prova e fiquei esperando na secretaria da escola mas o meu nervoso era muito maior do que o dela (ou então ela disfarça bem mesmo). Enquanto esperávamos eu decidi repassar mais uma vez a matéria e conforme fomos conversando a minha tensão foi aumentando porque eu vi o quanto ela poderia estar distante do tal sétimo ano mas eu tentava manter a calma e, o mais importante, não desanimá-la. Quando ela entrou, eu fiquei na cadeira lá esperando e confesso que cada minuto durou uma eternidade até que ela saísse.

Enquanto fiquei esperando várias coisas me passaram pela cabeça e acho que a primeira foi o quanto ficaria feliz de gastar uma fortuna com novos livros, já que no ano anterior não tive esse gasto mas, definitivamente não valeu a pena. Decidi então orar e fui pedindo ajuda para isso. Entreguei nas mãos de Deus e já fiquei me preparando para receber qualquer notícia e reagir bem, afinal, eu sabia que se ela fosse reprovada de novo, precisaria de consolo meu e não o contrário.

Quando ela saiu, a primeira coisa que disse foi que a professora avisou que eu deveria comprar o material novo do sétimo ano. Eu quase não acreditei e perguntei a ela (e à moça da secretaria) quando teríamos a confirmação e a moça foi conversar com a professora. Voltando, a moça confirmou que ela fora aprovada (fora = verbo "ser" conjugado para a terceira pessoa do singular no pretérito mais que perfeito... afinal, a prova era de português) e eu comecei a chorar. Foi um choro de alívio e alegria, mas não sei explicar bem o que me moveu, só sei que não conseguia parar. A minha filha estava com um sorriso imenso e brincava comigo por causa das lágrimas. Foi lindo! Eu a deixei em casa e agradeci a Deus pelo presente. Mas, prometi a mim mesma e a ela que teríamos um novo ano e é isso que precisamos fazer: construir um ano novo neste ano que está começando hoje.

Hoje de manhã, quando acordei às seis da manhã depois de uma noite terrível acordando por causa de uma dor de cabeça latejante, eu considerei seriamente deixá-la dormir para eu poder descansar mais um pouco. Enrolei um tanto, virei de um lado para o outro e, de repente, lembrei-me que o ano começa igual ou diferente dependendo de como eu agir. E levantei.

Se eu não decidir fazer diferente, ela também não fará e certamente este será só mais um ano como outros que tivemos e isso, definitivamente, eu não quero mais. Então, levantei e comecei o processo rotineiro de mais um dia de aula... mas dessa vez foi diferente: eu senti que este é o ano de mudar a história da vida escolar da minha filha. E este é o primeiro dia do resto de nossas vidas escolares, com a graça do Pai!!! :)

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