Ontem veio à minha casa um moço que conheci na igreja em que estava e ele veio trazer um pacote para que a minha mãe levasse-o até a casa da minha irmã hoje. Ele passou sem avisar e quando chegou eu estranhei mas desci para conversar com ele.
Bom, ele mudou-se com a família há poucos meses para uma outra igreja que eu particularmente também acho uma benção pura e entendo perfeitamente porque ele está ali. Eu mesma estaria ali se Deus assim tivesse feito as coisas se encaminharem.
Um dos motivos pelos quais ele foi para lá (para não dizer o principal) é a mulher dele. Ela, uma mulher valente e corajosa, muito trabalhadora e forte, está completamente feliz de estar na igreja em que eles estão fazendo parte no momento. E é ela quem acorda primeiro no domingo para eles irem ao culto; e é ela quem chama o marido e os filhos para se aprontarem. Mas, nem sempre foi assim... aliás, acho que nunca foi.
Quando eu a conheci, ela era uma mulher que ainda trabalhava em escritório e sempre me pareceu uma mulher muito forte, muito decidida e muito ativa. E olhar para ela, por muitas vezes, era um tremendo ânimo, porque via-se que ela era uma mulher que cuidava da casa, dos filhos e do trabalho com o mesmo zelo e ainda apoiava o seu marido no ministério.
Só que, chegando mais perto um pouquinho, comecei a ver que talvez toda aquela força não fosse assim não... forte. Em um ensaio num domingo de manhã não sei bem o que houve mas vi nitidamente nela algo que me surpreendeu: a sua força naquele momento me pareceu mesmo foi uma máscara, uma casca que a protegia dos outros e de seus próprios problemas e medos.
Eu passei a olhar para ela e notar que seus comentários (que soavam sempre alegres e bem humorados) na verdade eram também um tanto ácidos e, mesmo sem que ela percebesse, eu notei que às vezes os seus lábios sorriam mas a sua alma gritava por ajuda.
Nunca soube exatamente quais eram os problemas que ela enfrentava, até porque nunca tive a oportunidade de conversar com ela sobre nada além de amenidades. Mas sei que nem a estabilidade financeira, nem os filhos e nem a carreira de sucesso (que ela depois deixou para dedicar-se à família) eram suficientes para suprir as carências e tristezas que a assolavam. Aliás, nem a vida na igreja... porque ela mesma ia porque o marido insistia, afinal ela não queria estar ali, mesmo conhecendo Jesus. Na verdade, ela nunca se sentiu parte ou encaixada naquela comunidade.
Não posso inferir os motivos pelos quais ela se sentia infeliz com relação àquela comunidade. E nem posso afirmar o porquê ela se sente bem na igreja em que está agora. Mas certamente ela permitiu que Jesus fosse em seu encontro e mudasse o seu contexto, tirando aquela máscara com o sorriso pronto (mas nem sempre genuíno) que a protegia e trocando por um sorriso espontâneo, verdadeiro, expresso muito mais do que pelos lábios: expresso pelas suas atitudes de satisfação.
Foi assim comigo, foi assim com ela... e será assim com todos os que de coração pedirem ao Pai porque, na Bíblia está escrito em Jeremias 29:13 que se buscarmos a Deus de todo o coração, então O acharemos.
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