quarta-feira, 6 de março de 2013

Sobre a minha convicção e minhas escolhas


Eu tenho uma visão que julgo bastante honesta em relação à minha convicção e às minhas decisões diante de Deus: sou fraca, egoísta, cega e dura muitas vezes.

Sim, eu creio que Deus pode mudar o meu interior mas, como disse um irmão que passei a admirar mais ainda ontem, percebo em atitudes cotidianas o quanto ainda estou distante daquilo que será um dia uma fé verdadeira e consistente no Deus Altíssimo.

O meu irmão deixa de usar seu dinheiro em uma atividade em conjunto com o corpo de Cristo às vezes porque sabia que no outro dia não teria dinheiro. O que poderia ser uma atitude racional e planejada é também uma outra forma de dizer que ele acredita na verdade naquilo que ele mesmo pode fazer por si. A conclusão, embora muito radical para alguns, faz sentido quando considera-se que o desejo de Deus é que as pessoas se relacionem com Ele, colocando os Seus caminhos em primeiro lugar e amando as pessoas em seguida. Só que, ir a uma atividade com a igreja é se alimentar, é priorizar as coisas de Deus. E sendo assim, Ele, que tem o controle de todas as coisas, pode abençoar e provê-lo de modo abundante, seja para que esse irmão tenha recursos para o dia seguinte, seja mudando o dia seguinte, seja melhorando o salário dele ou de qualquer outra forma inimaginável e surpreendente. E Deus de fato faria porque o dinheiro em questão seria gasto com o Seu propósito.

No meu caso, ainda tenho dificuldade de confiar que Deus tem mesmo o melhor para a minha vida sentimental. É claro que eu sei que Ele pode todas as coisas, e eu sei também que Ele tem por objetivo suprir todas as necessidades daqueles que se propõem a segui-Lo mas eu tenho medo do que Ele julga como necessidade (na verdade, tenho medo de que Ele considere supérfluo algo que eu quero muito) e com isso eu acabo tomando decisões sozinha. E nesse exato momento, eu estou dizendo para Deus que não confio Nele.

Sendo assim, como a pergunta é sobre a convicção em relação às minhas escolhas (e em especial em relação às minhas escolhas com Deus) posso dizer que estou permitindo que Ele mude o meu coração; talvez mais rápido do que eu gostaria; talvez mais devagar do que eu deveria...

Hoje eu consigo começar a abrir mão de desejos e sonhos que tenho por entender que, se não estiverem dentro do propósito Dele (ou seja, dentro da carreira proposta) simplesmente não vai funcionar, e eu não quero mais perder tempo com circunstâncias que, no fim, trarão muito sofrimento e frustração para mim e para outros. Mas, ainda não faço isso porque é o que Ele tem de melhor: faço porque eu não quero mais sofrer, o que definitivamente vai contra o que Jesus diz sobre tomar a cruz e segui-Lo (ou seja, de novo, vai contra a carreira proposta).

Enfim, Deus está mudando a minha realidade mas ainda é pouco e a responsabilidade por isso é minha: eu permito pouco; eu tenho medo de me entregar por inteiro... e esse é o tempo de abandonar o medo e abraçar o Amor Perfeito, que é Deus e os Seus caminhos.

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