terça-feira, 8 de outubro de 2013

Deus, eu quero reportar um bug

Essa foi a frase que ouvi do novo estagiário que acaba de chegou na empresa ontem. E confesso, fiquei feliz porque, em outros tempos, eu estaria em crise de ouvir isso mas hoje eu vejo o quanto isso é só mais uma prova daquilo que Deus vem me mostrando que tem para mim.

Eu tenho ficado alocada em uma empresa cliente por conta de um projeto que assumi e portanto venho uma vez por quinzena no escritório e hoje foi o dia de passar por aqui. E como de costume, cheguei pela manhã, organizei as coisas que precisava para trabalhar e comecei a fazer o que tinha para o dia. Em um dado horário chegou o rapaz. Ele segue aquele estereótipo do típico nerd: camisa bem usada sem mangas, cabelo comprido e preso, calça jeans, óculos e um olhar ansioso por mexer logo no que precisa ser mexido. E um olhar até certo ponto perdido quando eu falava certas coisas, com aquela cara de quem nunca passou por isso antes.

Meu chefe ia colocá-lo para ficar com outro profissional no dia mas como eu gosto de ensinar acabei me oferecendo para ajudá-lo e o meu chefe concordou. Então, o rapaz sentou-se ao meu lado e começamos a trabalhar. Durante as explicações e conversas sobre trabalho comentei que sou publicitária de formação e brinquei com ele fazendo alguma piadinha sem graça nerd (a maioria das piadas nerds são sem graça para quem não é do meio, eu sei...) e continuamos.

Lá pelas tantas da parte da manhã ele viu uma caixa de CD na minha mesa e ficou com aquela cara que é um misto de curiosidade (por notar que tudo indicava que era um CD de rock) e frustração (já que ele não conhecia a banda). E eu falei para ele que é uma banda gospel chamada Third Day (que eu amo) e ele fez uma cara de desgosto e disse com lamento que não gosta de música gospel. E eu coloquei uma música para ele ouvir. E ele acabou reconhecendo que a música é interessante.

Não satisfeito, em seguida ele soltou um "você não tem cara de quem vai na igreja". Eu ri e disse a ele que isso é preconceito. E ele começou a descrever o que ele entendia como é que se parece alguém que vai à igreja e eu ri dizendo que ele precisa rever os conceitos dele.

Saímos para o almoço com mais duas meninas mas, porque eu tinha que correr para ir aos Correios, ele veio na frente comigo na volta. E de repente, começamos a falar da vida e ele perguntou que segunda faculdade eu fiz para conhecer tecnologia e trabalhar com o que trabalho. E eu expliquei que sou publicitária de formação e não fiz outra faculdade ou curso técnico. E aí, ele soltou a frase título deste post. E, mais uma vez, eu ri.

Só que desta vez eu fiquei a pensar o quanto isso era engraçado e o quanto isso era triste por não ter sido reconhecida como uma cristã, apesar de ter inclusive falado sobre o jejum que a igreja pratica durante o almoço. E aí lembrei-me de uma conversa que tive recentemente onde alguém me disse que eu chamo atenção por ser diferente e que isso era bom. E, lembrando-me de 1 Coríntios 1:27, entendi e tomei como elogio o que de fato era mesmo visto pela pessoa como algo bom.

Por fim decidi registrar o episódio porque além de achar muito curioso (eu achei a frase muito engraçada), eu vejo que Deus cuida de mim em todos os momentos com um amor que eu não mereço, não entendo mas sei que é real e que se preocupa com os mínimos detalhes, não me deixando me sentir inadequada ou errada, mas me fazendo sentir-me especial e escolhida por Ele. O que mais eu poderia querer?

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