Tem dias em que parece que tudo está caindo aos pedaços. E tem dias, graças a Deus, que parece que tudo está no seu devido lugar e está tudo bem, dentro daquilo que esperamos.
Hoje é um dia em que, não sei bem porque, mas parece que está tudo dentro daquilo que deveria estar. Aliás, nos últimos dias, apesar de tudo parecendo cair aos pedaços, também tive a sensação de que estava mesmo tudo em seu devido lugar. Explico: mesmo com muita pressão, a impressão e o sentimento eram de que tudo estava acontecendo do jeitinho que precisava acontecer.
Mas hoje (pelo menos até aqui) tem sido um dia em que parece que está tudo tão encaixado, tudo tão no seu devido lugar, que é até esquisito. A sensação de que está tudo bem é interessante mas de certo modo me assusta: normalmente quando isso acontece é só um momento até que outra pressão, outra crise ou um outro problema surja.
Sim, talvez eu seja traumatizada, talvez eu tenha mesmo uma certa mania de perseguição, ou talvez eu esteja apenas pensando que toda guerra tem momentos de tregua entre as suas batalhas, e talvez esse seja um desses momentos. O meu corpo dói loucamente por conta da tensão que se acumulou nele nos últimos tempos somada à quantidade inadequada de horas dormidas. Mas ontem, parece que mesmo com notícias difíceis, o dia terminou preparando um dia melhor. As circunstâncias não mudaram, talvez meu coração tenha sido acalmado e mudado pelo trabalhar de Deus em mim.
A obra Dele não acabou; com certeza ainda temos muito pela frente, principalmente porque eu sei o quanto ainda preciso avançar em uma série de coisas e porque sei que o que vem pela frente é realmente grande. Mas ontem, ao dormir, pude me deleitar com a sensação de que os sonhos de Deus estão sendo construídos dia após dia na minha vida, com a calma de um tapeceiro e com a precisão de um neurocirurgião, fazendo o que é necessário com assertividade mas sem limitar o espaço para o colorido da vida.
Por fim, hoje estou desfrutando desse momento de paz. Sim, eu sei que paz não é um sentimento, assim como o perdão não o é, mas momentos como estes são definitivamente raros e acho mesmo um desperdício (quase um pecado) não aproveitá-los para relaxar e me preparar para o que vem por aí.
Então, como li no livro que ganhei de presente de Natal ontem (eu sei, o Natal já passou mas como o livro é raro só chegou ontem), este é o momento de arrumar as malas e planejar a despedida de Familiar (onde moro) rumo ao Desconhecido (outros lugares), em busca da realização do Grande Sonho (aquele que o Doador de Sonhos colocou em meu coração desde a infância e para o qual fui feita para amar). Sinto um misto de curiosidade pelo que virá, um tanto de alegria pelo que já conquistei, um pouco de cuidado com as expectativas que devem ser depositadas no lugar e na Pessoa Certa mas, principalmente, estou em paz.
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