quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

E o centro do universo é... (bom, não no meu umbigo)

No final de semana aconteceu uma coisa muito didática (procurei uma palavra mais adequada mas acho que essa é a que mais se encaixa no momento): eu estava em meio a quatrocentas e poucas pessoas ouvindo uma pregação e ao final o pastor pediu para que todos se levantassem. Imediatamente as pessoas se levantaram e começaram a fazer algo que ele pediu e eu não me lembro precisamente o que era mas, em seguida, ele pediu uma folha de papel, um pouco de álcool e um fósforo para exemplificar um conceito. A ideia era explicar o que ele estava querendo dizer com aquela folha queimando.

Até aí nada de extraordinário, não fosse o fato de que eu, tendo 1,58, quando todo mundo se levantou, já não conseguia enxergar nada. Com o barulho em volta, não era possível ouvir se ele queimava o papel ou não e, como eu não sinto cheiro, não sabia dizer se o processo tinha começado ou não. Então, olhei para a pessoa do lado (que é mais alta do que eu) e perguntei se ele tinha começado a queimar. E ela disse que sim.

Naquele instante me "caiu uma ficha": embora eu não visse, não pudesse ouvir e não sentisse o cheiro, aquele homem estava queimando o papel. E imediatamente Deus me lembrou que quando eu tenho problemas ou quando Ele me promete algo as coisas acontecem, percebendo eu ou não. Ou seja, embora eu não veja evidências, não "sinta cheiro" nenhum e não ouça nada a respeito, isso não significa que Deus não esteja agindo e que muito mais do que eu possa imaginar não esteja acontecendo.

Outro bom exemplo disso é que eu estou em um projeto na empresa e por causa de uma série de questões os relacionamentos (já frágeis) correm um certo risco de serem abalados. Entendi isso quando tive um bate papo com uma colega que começou a me contar a visão dela sobre algumas coisas que andam acontecendo e, de repente, me dei conta de que acontecem muito mais coisas do que eu posso pensar por um instante.

Claro que é pretensão demais achar que se sabe tudo sobre algo mas, sinceramente, quem é que nunca pensou assim sobre uma determinada situação? Eu, particularmente, tendo a pensar assim com muito mais frequência do que deveria. E hoje, mais uma vez, eu notei que no fundo eu não sei de nada...

Mais uma vez o meu ego anda dando os seus sinais e mostrando que ainda resiste bravamente em algumas questões nas quais ele já deveria ter se colocado no seu lugar. O lado bom disso é que Deus tem me mostrado e eu tenho permitido que Ele me ensine por meios menos doloridos, causando menos danos e passando por menos apertos do que antes. Mas essa e outras situações me monstram que definitivamente eu, por muitas vezes, ainda acho que o mundo gira em torno do meu umbigo.

Quando eu vi o que aconteceu no domingo, foi como se a minha fé estivesse sendo reabastecida, já que humanamente falando muitas vezes sinto a necessidade de ter evidências físicas de que alguma coisa está acontecendo. Só que decidir viver por fé é crer sem ter nenhuma evidência de que as coisas estão andando. E quando alguém decide viver assim passa a ser cada vez mais importante dar espaço para que Deus de fato controle todas as coisas, sem que fiquemos nos debatendo e sofrendo porque não conseguimos controlar o incontrolável. Então, entendo o que aconteceu como um recado de Deus para mim, dizendo: "oi, Eu não te esqueci... Mantenha a calma e não tente querer saber de tudo, é muita coisa. Descanse porque no tempo certo você vai ver o que estou fazendo prá você". E foi aí que entendi o sentido da frase "a Minha graça te basta": enquanto tentarmos controlar tudo, nada vai bastar e o cansaço será sempre o principal sintoma. Mas quando entregamos e fazemos o que cabe para o dia, vivendo um dia por vez e lembrando que basta a cada dia o seu mal (como diz em Mateus 6:34), aquilo que Ele tem a nos oferecer é o suficiente e tudo fica no seu lugar. E certamente o umbigo passa a ser só o centro da barriga mesmo... :)

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