Agradecer quanto tudo está bem é fácil, e é até feio não fazê-lo. Mas, realmente, qual é o desafio nisso?
Ontem, durante a aula que estava tendo no prédio da igreja, falávamos sobre como Deus simplesmente não impede que tantas coisas nos aconteçam... e um dos nossos colegas perguntou porque raios Ele simplesmente não mete a mão na situação e impede o que nos parece o pior.
Claro que depois de algum tempo de polêmica e da classe toda tentando colocar motivos pra que Deus não faça o que o irmão tanto queria (e cá para nós, quem não queria isso de vez em quando?), a coisa toda foi tomando um corpo até que, simplesmente, ficando sem muitos argumentos, ele se rendeu (pelo menos exteriormente por aquele momento), de modo que a aula seguiu até o seu final.
Dentro de tantas coisas que foram ditas, como o tal do livre arbítrio que Deus concedeu ao ser humano, ou sobre a maneira como Deus nos permite que sejamos parte atuante simplesmente porque nos ama e é um prazer para Ele nos ver crescer e avançar, uma coisa ao final de tudo passou, pelo menos para mim, despercebida: sim, é certo que o dia agradável vem, e o dia desagradável também vem, mas, qual é a nossa postura em cada um desses dias? Nossa relação com Ele e com as coisas ao nosso redor mudam conforme o nosso humor? Ou somos os mesmos independente do que aconteça fora de nós?
Adorar a Deus, ou confiar no caráter Dele (que pra mim são exatamente a mesma coisa), não tem (ou não deveria ter a ver) com o fato de estarmos bem humorados ou com as circunstâncias nos agradarem ou não.
Explico: quando eu conheço uma pessoa, sei como ela pensa, como ela sente e como ela age, e isso não depende de eu estar bem ou mal humorada. Eu continuo conhecendo essa pessoa, porque o conhecimento não está ligado às emoções. Claro que a maneira como lido com esse conhecimento muitas vezes está sujeito (embora não devesse) aos sentimentos, mas o fato é que se eu conheço por exemplo o meu vizinho, quando estou de mal humor, não perco a memória, e se eu parar para pensar sobre quem ele é, eu continuo sabendo.
Assim também é com Deus, com uma diferença: Ele simplesmente não muda. Ele é AMOR e basta. Eu estando contente, estando irritada, me sentindo triste ou feliz, sabendo que sou amada ou não, isso não muda quem Ele é e como Ele me vê. Muda sim, quando eu permito, como eu O vejo, e isso é algo que precisamos trabalhar para que não aconteça mais.
Bom, se conhecemos o caráter de Deus e Ele simplesmente não muda, quando é que a confiança em alguém é realmente testada? Quando tudo são flores e os dias são apenas de sol? Ou quando a gente realmente precisa de ajuda e a pessoa está ali do nosso lado, apoiando, orientando, cuidando do que não podemos cuidar e nos colocando em uma posição ainda melhor do que a anterior? Pois é... acho que nem preciso continuar a explicação agora...
Ou seja, que sentido faria adorar a Deus em momento de alegria apenas? Um relacionamento é feito de bons e maus momentos, e os dois são importantes para que uma relação de verdade exista, mesmo quando a outra pessoa não reage no tempo em que gostaríamos.
Pensando nisso, vejo amor de Deus por nós, e fico pensando: por que mesmo me aflijo quando algo foge do meu controle?
Nenhum comentário:
Postar um comentário