segunda-feira, 23 de julho de 2018

Uma vida que vale a pena: parte 13 - a melhor perspectiva

Hoje eu estava andando pela rua e vi uma escultura de metal muito interessante: um corredor de arame, preparando-se para começar uma corrida. O interessante dessa escultura, quando eu vi, é que à primeira vista, eu achei que era um homem ajoelhado, como que se rendendo a um inimigo ou à uma situação ruim. Mas, conforme fui passando por ela, e não a via mais de frente, pude perceber que na verdade, o que parecia rendição era mesmo só preparação para o próximo segundo de potência. E imediatamente, me veio em mente que o mais importante é, em cada situação, procurar ver as coisas da melhor perspectiva possível.
Claro que se eu estivesse deitada no chão próxima àquela estátua, eu pensaria que na verdade, ele estava se ajoelhando para olhar para mim; se eu estivesse de cima, talvez eu realmente não compreendesse o que estava acontecendo muito bem; de frente, fiquei com a sensação errada, mas quando me permiti girar um pouco e olhar de outro ângulo, entendi que aquela era mesmo uma representação de algo muito mais poderoso do que eu podia compreender inicialmente.
E isso me fez lembrar do que ouvi ontem sobre Provérbios 3:5-6, que diz: "Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas". Em outros idiomas, a Bíblia fala que Deus acalmará os teus sentimentos. E como isso é impressionante!
Quando confiamos só no que estamos vendo, sentindo ou conhecendo no momento ou até ali, definimos aquele contexto como algo diferente (e provavelmente muito menor e mais limitado) do que aquilo que realmente é; daquilo que Deus está enxergando. Quando nos permitimos ter apenas a nossa visão sobre cada uma das coisas, vemos aquilo que o campo de visão dos nossos olhos nos permite capturar e processar.. e o mundo é tão maior do que isso...
Então, olhando para essa estátua hoje, eu pensei que em diversos momentos a gente perde grandes oportunidades simplesmente porque somos apaixonados pelos nossos conceitos e ideias, e porque nos apegamos à maneira como nós mesmos vemos o mundo. Ou, como a Bíblia diz, nos apoiamos apenas no nosso próprio entendimento, que é limitado ao espaço e o tempo em que estamos inseridos, e ao pedaço de mundo em que vivemos, e às nossas companhias e aprendizados.
Mas quando nos permitimos abrir precedentes e nos permitimos questionar o que conhecemos, e deixamos que Deus nos pegue no colo e nos faça ver aquilo que Ele, da Sua grandeza e da Sua posição alta de majestade está vendo, temos uma perspectiva muito mais completa e mais precisa do todo. E isso é o que nos faz tomar decisões certamente muito melhores, e nos permite ir muito mais além, não só por nós mesmos, mas por todos os que estão à nossa volta.
Para mim (e por favor, entenda a comparação: não quero diminuir Deus, mas dentro da minha limitação, é como eu consigo definir o que penso no momento), é como se Deus fosse aquela câmera de um drone, que sobrevoa tudo, e vê tudo de tão mais alto que é possível enxergar o quadro completo. É como uma câmera que sobrevoa o sambódromo do Rio de Janeiro, e que vê ao mesmo tempo toda a avenida, desde a concentração da escola de samba, passando por todo o desfile, e chegando mesmo a ver inclusive o ponto de chegada daquelas centenas de sambistas, tudo de uma só vez. É tão grandioso que muitas vezes pode ser difícil de compreender, mas é assim que Ele é: Alguém para se permitir conhecer, e com isso começar a confiar, e depois viver aquilo que a Bíblia considera como uma vida em abundância.
Uma vida que vale à pena não é uma vida que leva em consideração só o seu lado, ou só a sua perspectiva. Também não é uma vida que só considera o outro, sem levar em conta quem se é, e quem se deveria ser. A pessoa que vive uma vida que vale a pena, no fim das contas, é alguém que procura ver de modo sempre mais completo, mais inteiro, mais real, mais verdadeiro, e mais amoroso. É alguém que, dentro daquilo que Deus vê, se permite inserir, e agir conforme não a sua visão, mas a Dele, que é a visão de Quem era, é e há de vir, e sabe de absolutamente TODAS as coisas.

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