Hoje eu vi algo que considero absolutamente surreal... ou, como posso dizer... no mínimo surpreendente. Durante o dia, aconteceu de um executivo com cargo de confiança (no caso, alguém da área de recursos humanos) de uma multinacional por acidente encaminhar por e-mail os dados confidenciais de todos os funcionários daquela empresa para toda a corporação. Isso, por si só, é algo virtualmente inimaginável... alguém que deveria zelar pelas informações de seus colaboradores entregá-las assim, sem mais nem menos, por engano, para todos, de modo a expor informações que por tantos anos foram ocultadas.
O que acontece ali é que, inicialmente, quando soube do ocorrido, eu achei que os funcionários estavam brigando entre si porque tinham ficado magoados por conta de eventuais diferenças e injustiças salariais que eles sempre desconfiaram existir mas nunca puderam provar até então mas, surpreendentemente, quem se abalou realmente foram os integrantes do alto escalão. Claro que o abalo foi por conta da necessidade de eliminar a evidência de que eles talvez eles estejam praticando algo que não deveriam com seus funcionários e mostra também (eles como grupo não sabem mas individualmente cada um sabe onde seu calo aperta) àqueles que se sentem lesados se tem ou não motivo para tal sentimento.
Curioso é que, de repente, um engano pode fazer tudo ir por água abaixo. Um engano, ou uma boa ação, tem seus desdobramentos e muitas vezes nem imaginamos o alcance daquilo que fazemos.
No caso desse executivo, não sei se foi dispensado ou não (ou se vai ser) mas o fato é que a vida daquela empresa (e daqueles empresários ou daqueles diretores) não será mais a mesma. Isso porque se antes agiam errado ou certo, apenas o Senhor via muitas vezes. Agora, todos sabem do que se trata. E mais, de uma hora para outra, essa história pode ser usada de exemplo e de argumento para barganhas e reclamações diversas, o que vai complicar muito a coisa como um todo.
Pior, não sabemos até quando essa história terá repercussão. Será que, por causa desse envio equivocado, alguém terá que explicar em casa que não poderá pagar a escola do filho neste próximo mês por conta de seu engano? Será que esse descuido alimentará em alguns que se sentiram injustiçados o ódio ou a mágoa por aqueles que os tem desconsiderado? E para outros, terá sido um alívio? Difícil saber...
Sei que essa é uma oportunidade que Deus dá a todos os envolvidos: para o executivo que cometeu o deslize vem a chance de ser mais atento (isso se essa situação não veio para quebrar algum tipo de orgulho que eventualmente tenha havido em seu coração e, com esse engano tenha sido destruído repentinamente); para os demais executivos do corpo diretivo, a oportunidade de retratação, ajustes e a criação de uma política verdadeiramente transparente e o mais justa possível; para os funcionários, de se livrarem dos seus antigos conceitos sobre seus empregadores e criar novos... bons e ruins, é verdade, mas sempre há a oportunidade de fazer o melhor; para mim, a oportunidade de olhar tudo isso de fora e entender que preciso da ajuda de Deus para fazer-me atenta e não cometer um erro como o que aquela pessoa cometeu (afinal, poderia ter sido qualquer um e, em certas situações, só Jesus para fazer-nos tomar a atitude correta).
Deus nos dá oportunidades sempre e podemos ou não aceitá-las. Só que, ao aceitá-las, não podemos nos livrar de suas consequências (boas ou más). Tudo acontece debaixo da permissão do Senhor Deus. Por que será que Ele permitiu que isso acontecesse? Talvez eu nunca saiba ao certo mas, uma coisa eu tenho certeza: a gente sempre pode ser surpreendido por algo que, do nada, surge e muda toda uma vida (ou um conjunto de vidas) e a repercussão daquilo é como as ondas formadas por uma pedra pesada ao cair no meio de um lago parado.
Sendo assim, antes de tacar a pedra, vamos pensar no que isso vai dar?
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