segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Eu não posso permitir!


Ontem, chegando em casa, ouvi uma pregação de um pastor de uma igreja irmã nossa cujo CD estava aqui em casa chamada "Porção dobrada". Bom, na verdade, não ouvi até o final porque embora fosse uma ministração de muito poder eu estava quase dormindo por conta do cansaço e do horário e acabei desligando no meio.

Ok, serei mais honesta: comecei a ouvir, quase dormi algumas vezes (muito embora o tema e a mensagem sejam dignas de serem ouvidas pelo menos uma vez ao mês) e por causa disso guardei poucas coisas do que o pastor disse... e a que ficou de verdade foi uma experiência que ele contou sobre a sua própria vida.

Aliás, acho que as experiências contadas pelos pastores sobre como lidar com as adversidades são ricas mas, quando elas foram vividas por eles mesmos, para mim passam a se tornar mais genuínas e mais interessantes... verdade que perdem o brilho quando vejo que, mesmo sem querer, o pastor acaba sendo arrogante ou não dando o crédito única e exclusivamente Àquele que o merecia, mas isso é outra história...

Enfim, o pastor contava que uns anos atrás (sei lá quantos na verdade porque acho que ele é pastor há pelo menos uma década) quando ele ainda não era pastor ele foi participar de um processo seletivo para um emprego em uma empresa na qual ele realmente queria trabalhar. Não sei o porte ou os benefícios que ela oferecia, mas sei que ele era um homem capacitado para o que fazia e reconhecido em seu meio e lá foi ele participar.

Disse ele que, num dado momento, havia uma última conversa com o presidente daquela empresa e um bate-papo foi agendado para as oito horas da manhã de um dia específico. Naquele dia, chegou ele lá e ficou esperando aquele alto executivo atendê-lo. Ao meio dia a secretária dele disse que o presidente não poderia atender ao candidato e mandou o engenheiro (era isso que o pastor fazia antes de ser pastor) embora para casa pedindo para retornar no dia seguinte no mesmo horário.

Ele foi embora esperançoso para o dia seguinte, compreendendo que aquele era um homem ocupado e que isso era normal. Voltou então no dia seguinte mas, para a sua surpresa, aconteceu de novo a mesma coisa e ele foi orientado a voltar no terceiro dia à oito da manhã.

Como nos dois dias anteriores, ele voltou, mas agora com um livro nas mãos e ficou a manhã toda esperando ser chamado por aquele executivo. De repente, era quase meio dia novamente e ele ouviu Deus perguntando: "você vai mesmo deixar o diabo roubar essa oportunidade que Eu te dei?". Ele ficou confuso porque achava normal que aquele homem não tivesse tempo em sua agenda mas, como ele tinha a convicção de que era Deus falando para si (e na verdade ele já sabia que aquela oportunidade tinha sido providenciada por Deus) ele então subiu o livro ao ponto de cobrir a sua boca e bem baixinho ele repreendeu a ação do maligno naquela situação e, quando a secretária estava chegando para dispensá-lo por mais uma vez o executivo sai de sua sala e o reconhece, convidando-o para entrar e conversarem. Assim, ele saiu de lá empregado e com uma lição aprendida: é preciso saber identificar quando é que estamos permitindo o roubo em nossas vidas.

Fui dormir pensando nisso e, sinceramente, sei que isso foi uma resposta a algo sobre o qual meu coração necessitava de orientação. Tenho clareza de que foi para uma situação bem específica a resposta de Deus para algo que está em minha vida e que estou permitindo que o inimigo roube. Só que, quando fui dormir, fiquei pensando que, como sou pecadora e a minha vida não é totalmente santa, se eu tentasse repreender o inimigo ele ao invés de ir embora riria da minha cara, talvez até causando mais estragos ou ainda fazendo chacota comigo. E foi assim que eu dormi...

Acordei desanimada com essa perspectiva e meio sem saber o que fazer. E depois, não sei bem como, cheguei a uma conclusão: o único homem perfeito foi Jesus e Ele disse que poderíamos fazer tudo o que Ele fez e muito mais se simplesmente crêssemos... Ele não disse que para tais coisas teríamos que ser perfeitos antes, até porque nós nunca seremos perfeitos (pelo menos eu tenho certeza de que eu não serei) e portanto nunca nos seria possível fazê-lo. E isso me trouxe consolo.

Agora, preciso me retirar. Vou me preparar e tentar algo novo. Vou concluir o ano dando uma resposta diferente, assumindo uma posição ou postura que, na verdade, creio que Deus sempre espera de nós: dependência e fé, afinal, para expulsar demônios dependo Dele única e exclusivamente. Vou me preparar e quando Deus me mostrar que estou pronta, então parto para cima na certeza de que essa batalha é ganha pelo santo nome de Jesus.

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