segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Todo dia é dia 31
Sabe quando você, para não falar demais, acaba não conseguindo falar nada simplesmente porque não consegue explicar de um jeito ilustrativo em que não comprometa ninguém? Pois é, este é o caso... já comecei este texto que estou escrevendo umas quatro ou cinco vezes e não sei ainda se é dessa forma que vou prosseguir.
Aí, pode ser que na sua cabeça de leitor venha a seguinte pergunta: "ué, se você não consegue nem começar direito, por que está insistindo em escrever algo sobre o tal assunto (seja ele qual for)?". Pois é... insisto porque o assunto é importante para mim e creio que é um aprendizado em Deus que precisa ser registrado.
Bom, como explicar... sabe quando você escreve os seus alvos para um novo ano ou ainda quando faz o que popularmente chamamos de "resolução de ano novo"? Pois é... eu fiz algo que soa muito como uma dessas "resoluções": estabeleci um prazo para que uma determinada situação fosse definida e esse prazo vencia no dia 31.
Claro que quando a gente define um prazo e decide que vai prosseguir de modo diferente dali em diante, independente do resultado, a gente fica bastante apreensivo e isso gera inclusive uma certa (para não dizer uma grande) ansiedade.
Aí, como hoje é dia primeiro, eu parei e fui atrás do meu "dia 31" para saber qual era a escolha e como seria o meu novo ano... e, de repente, me arrependi de ter perguntado qual era a resposta. Diferente do que possa parecer, não me arrependi por conta da resposta em si mas simplesmente porque percebi que esse prazo não fazia sentido nenhum na minha vida.
Pois é... percebi que não faz sentido por um motivo simples: tem coisa que a gente não decide uma vez só mas decide todos os dias. Por exemplo: todos os dias eu decido se vou para o meu trabalho ou não. Muito embora possa parecer que eu já tenha decidido trabalhar na empresa em que estou há anos atrás, na verdade, todos os dias em que trabalho ali decido se estarei ali no dia seguinte ou não. Diversos critérios são estabelecidos, muitas regras são avaliadas e variáveis são analisadas para, no fim, termos uma decisão sobre o dia seguinte. E então, decidimos se voltamos lá amanhã ou não. E na verdade, a decisão que foi tomada no dia da entrevista (seja por você ou pelo empregador) é revista e reafirmada (ou alterada) diariamente.
Da mesma forma optamos por diversos aspectos na nossa vida e no caso do meu "dia 31" não é diferente. Então, me arrependi, simplesmente por perceber (ou lembrar, não sei bem) que, no fundo, para certas coisas, todo dia é dia 31 (ou seja, dia de avaliar e decidir novamente independente dos critérios que se use para tomar essa decisão).
Por fim, acabei vendo que, inclusive na nossa caminhada cristã, todo dia é "dia 31", afinal, todos os dias decidimos o que vem antes e o que fica para amanhã nos nossos corações.
Aprendi então que, muitas vezes, nos preocupamos com grandes decisões mas, no fim, a vida não é feita de poucas grandes decisões mas sim de milhares de decisões pequenas (às vezes minúsculas) mas que, em conjunto, tem o poder de nos levar para lugares inesperados (nem sempre bons mas, sem Deus, necessariamente difíceis). Aliás, às vezes, uma decisão que parece minúscula mas foi tomada de modo precipitado, tem o poder de nos desviar por completo da rota e custar-nos até a própria vida.
Com isso, entendi que para certas coisas não podemos dar prazo porque quem conhece o início e o fim de tudo é Deus. Mas isso não significa que não devemos decidir nada: devemos depender Dele todos os dias para as nossas decisões porque, afinal de contas, todo dia é "dia 31".
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