terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
A persistência (ou a fé) de Jó
Bom, alguma coisa muito estranha anda acontecendo por aqui... agora à noite quebrou o microondas aqui de casa. Só que, nos últimos quarenta dias, um montes de coisas quebraram, literalmente...
Parece exagero falando mas fazendo a contabilidade fica mais fácil ver que algo está mesmo fora do lugar: além do microondas, as duas portas do carro do lado do passageiro amassaram porque o portão voltou nelas, o pneu ganhou um piercing que me fez comprar outro pneu, o cano do chuveiro caiu no chão enquanto minha filha tomava banho (felizmente ela não se feriu) e mais recentemente a fiação do chuveiro no banheiro entrou em curto e pegou fogo também quando ela tomava banho (ilesa graças a Deus mais uma vez), o insulfilme da janela do meu carro está saindo, o teclado do notebook quebrou, a traseira do celular da minha filha também, os travesseiros apodreceram com o remédio antipulgas que colocamos na casa por conta do cachorro (por sinal, as pulgas não foram eliminadas) e eu tive que comprar outros, as prateleiras da sapateira soltaram, a mala de viagem da minha filha estragou o zíper na volta do acampamento, a impressora quebrou, as minhas unhas estão quebrando e até a escova de dentes se partiu ao meio ontem à noite. Ah, esqueci que a mochila escolar do ano passado rasgou também e precisei comprar outra. Fora a sandália que tive que trocar porque também se partiu e o meu tênis (que estava velhinho, confesso) cujo fundo acabou descolando irremediavelmente... bom, e um par de brincos novos que comprei.
Não, continuo firme na proposta de não adotar o sal grosso como opção ao sabonete e nem pretendo ficar usando o mar como corda para dar pulinhos... creio no Deus verdadeiro que pode todas as coisas e creio que tudo acontece com a permissão Dele, seja por qual motivo for. Mas, confesso, tudo isso me parece um tanto estranho...
Sabe, talvez Deus queira me mostrar que, de verdade, nada disso importa. Afinal, mesmo com tudo isso acontecendo, vejo que o mais importante é a paz que tenho no coração porque Ele está conosco. Sei ainda que tudo isso pode simplesmente ser algo para ver até que ponto de fato estou disposta a crer. Mas a primeira coisa que me lembro quando começo a pensar em tudo isso é na história de Jó.
Quando se fala de Jó, popularmente fala-se da paciência dele. Sinceramente eu não acho que Jó fosse realmente paciente. Isso porque lendo a história dele vejo que, no fundo, ele não tinha opção. Ele era um cara com família, bens e saúde e por isso tudo era considerado bem sucedido. Além disso, ele era um homem fiel aos mandamentos de Deus. Por causa disso, Deus dá bom testemunho dele ao diabo e este, em tom de ironia, diz a Deus que sendo tão abençoado é fácil para Jó ser tão fiel assim. E Deus, sabendo do coração reto de Jó, permite que o diabo mexa em tudo o que pertencia ao Seu filho, com exceção de tirar a sua vida.
Depois da permissão de Deus, uma sucessão de infortúnios passa a se susceder com Jó: ele começa a perder os bens, os seus filhos morrem (Senhor, se possível, eu clamo que passe de mim esse cálice) e ele fica severamente doente. Quando isso acontece, sua esposa sugere a ele que abandone a sua fé em Deus e que peça para morrer para que seu sofrimento acabe. Ele, em sua sabedoria, chama a sua esposa de louca e se recusa a fazê-lo. Mas, com o tempo, ele acaba se deixando cair em desânimo, especialmente quando seus amigos passam a dizer a ele que se aquilo está acontecendo era por culpa dele mesmo com seus pecados; ele, extremamente magoado, passa a murmurar da vida.
Em um dado momento, Deus dá a Jó a chave para o fim da situação: ele deve orar por seus amigos perdoando-os e pedindo a Deus para que eles sejam abençoados. E quando ele faz isso, não só Deus o restitui em dobro mas Jó ganha uma experiência inigualável com Deus e conquista os seus amigos de volta. Ou seja, a chave de tudo era orar pelos amigos que o deixaram desanimado.
Hum... será que esta é a chave para tudo isso que está acontecendo??? Não custa tentar...
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