Infelizmente muito mais vezes do que eu gostaria eu acabo fazendo escolhas erradas. Essas escolhas tem como consequência, como dizia alguém que conheci, algumas "piorias".
Cabe aqui uma explicação: "pioria" seria o contrário de melhoria... tem coisas que a gente faz achando que melhora mas no fundo o custo daquilo é tão grande e o benefício é tão menor que só cabe esse nome mesmo... um bom exemplo do conceito é uma concessionária pública que decide fazer manutenção programada na rede de energia elétrica no horário de uma final de campeonato nacional de futebol para garantir que não falte luz durante a madrugada nas casas: o benefício é tão menor que o custo que, de verdade, para a população não é uma melhoria... é uma "pioria".
Conceito exposto, voltemos ao assunto principal: pois é, como eu ia dizendo, de vez em quando (mais do que eu gostaria) acabo procurando fazer melhorias ou pequenas coisas agradáveis para mim que no final das contas custa tanto que passam a ser "piorias". Ou então, faço concessões naquilo que eu acredito ou sei ser o certo (mas é desagradável de fazer) e com isso acabo causando esse efeito de "pioria" na minha vida e na dos outros.
O ponto é que uma pioria é muito mais difícil de reverter do que um erro. Afinal, errar é humano e absolutamente involuntário mas, "piorias", por definição, são planejadas. Ou seja, não deixam de ser uma péssima escolha mesmo.
São as tais "piorias" que nutrem as tais vidas de "pelo menos", quando não são as principais causas delas. Aí, para se livrar dos seus efeitos, é necessário tomar atitudes radicais, o que torna tudo muito mais difícil. E porque é difícil, a tendência é ficar insatisfeito com a complexidade daquilo que você mesmo causou e desistir mesmo antes de começar. E pior: reclamar daquilo que você mesmo permitiu... e às vezes até escolheu mesmo.
Estou em um dia mais ou menos assim: por causa de concessões que fiz no passado em relação à coisas que acredito acabei causando algumas " piorias" na minha vida. Quando finalmente percebi os efeitos e principalmente as causas, tomei algumas decisões radicais e com ela vieram posturas radicais a serem tomadas. Mas, quem disse que eu quero fazer isso?
O duro é que em minha consciência eu sei o que devo fazer e sei que é o melhor, mas isso não impede o meu coração de sofrer com a ausência daquilo que tive que abrir mão. Meu corpo e minha alma sentem falta de coisas que meu espírito sabe que não é tempo de desfrutar. Então, fico nessa briga entre essas três partes de mim. Graças ao Senhor o meu espírito tem comandado o conjunto mas ele ainda não consegue contar com a colaboração plena dos outros dois. Então, alterno momentos de alegria por estar fazendo o melhor agora com momentos de irritação porque tive que abrir mão de coisas que são as melhores que já tive na vida.
Aí, me lembro dessa frase: "não posso reclamar daquilo que permito"... e fico triste porque permiti essa "pioria" mas depois Jesus me lembra que pior seria se eu ainda estivesse seguindo um caminho que não leva ao melhor que Ele tem para mim e isso me anima e me faz prosseguir.
Sei que o melhor está por vir; não tenho dúvidas! Só preciso mesmo é sempre manter viva a memória de que nunca Ele me deixou na mão e que esta é só a semente dos frutos doces que colherei da árvore que estou plantando no jardim Dele.
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