Estava agora há pouco assistindo a um programa de televisão chamado "Esquadrão da Moda" e a moça do episódio em questão é uma mãe jovem, com três filhos, e casada com um cara que a ama e ainda acha que ela é bonita, mesmo se escondendo atrás de conjuntos de moletom doloridos de se ver e assustando as pessoas com roupas que poucos teriam coragem de usar simplesmente porque deixam a pessoa que as escolhe muito mais escondidas e feias do que de fato elas são.
O curioso é que essa moça é no país dela uma pessoa com um blog influente, e faz palestras relevantes, e ajuda muita gente em termos de ser bem resolvida, mas parecia que parte desse discurso era muito mais um grito de socorro ou ainda algo que ela colocava pra fora como teoria mas não tinha ideia de como praticar, e depois do que viveu no programa, passou a ser prática na vida dela, revolucionando o cotidiano dela e dos que a rodeiam de modo muito simples mas eficaz.
Fiquei pensando então em quanto aquela transformação da moça mudou o olhar dela sobre ela mesma, e fez com que ela assumisse o que o marido dela via nela e ela tinha perdido de vista. E fiquei pensando que, de repente, um vestido bonito ou uma roupa mais arrumada podem mesmo trazer à realidade aquele ponto escondido de dentro da gente.
Interessante que antes de eu saber que ia passar o programa eu resolvi pintar as unhas, e usei cores que conheço pouquíssimas pessoas que usariam (bom, acho que só eu mesma, na verdade), e isso não me incomodou. Aliás, por um "acaso" hoje eu comprei um vestido com a minha filha, e na hora de experimentar ela me disse algo que eu não tinha percebido: embora eu me ache gorda (estranho mas muitas vezes me vejo assim, embora conscientemente saiba que isso não é verdade), eu tenho apenas que fortalecer os músculos.
Ou seja, durante aquele programa, mesmo que discretamente, eu comecei a sorrir quando fiquei pensando no que acho de mim mesma. E acho que o que me deixou mais feliz foi que eu percebi que, olhando para mim mesma, eu gostei do que vi, sem me sentir ridícula ou exagerada. E foi realmente bom!
Claro que ao parar para pensar, vejo que essa satisfação vem porque Deus me dá a condição de apreciar tudo o que Ele fez em mim, e definitivamente, o que Ele fez não tem a ver com genética, ou com cuidados físicos, mas principalmente com a maneira como Ele me curou de tantos conceitos errados e tantas feridas que eu permiti que outros gerassem em mim. E isso é o que me faz livre para comemorar tudo o que sei que sou: porque tenho consciência do amor de Deus por mim e do quanto Ele investe na minha vida, mesmo quando eu insisto em entregar os pontos...
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