segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

O que eu vejo quando eu fecho os meus olhos?

Hoje eu vi essa pergunta postada em uma rede social e parei para pensar... o que será que eu vejo quando eu fecho os meus olhos? Bom, neste exato momento, apesar de ser apenas o começo da tarde, talvez se eu fechasse os meus olhos, eu dormiria, e não veria nada, então o teste literal vai ficar para depois (até porque eu tenho quilos de coisas para resolver e adiar a resolução da maioria delas não é exatamente uma boa estratégia). Mas, ainda fico com a pergunta na cabeça... o que eu vejo quando eu fecho os meus olhos?
Bom, isso me faz lembrar uma época em que eu pratiquei um pouco de ioga com a minha irmã. Aliás, que pretensão a minha! Ela tentou me ensinar algumas coisas porque ela sim é praticamente e professora, mas porque eu não fui adiante não sei mais muito do que me foi passado... mas uma coisa eu me lembro: uma vez, ela pediu para que eu fizesse uma posição na qual eu estaria de pé, com o corpo ereto e braços abertos; em seguida, ela me pediu para tirar um dos pés do chão, e depois para ficar na ponta do outro pé; ao final, ela me mandou fechar os olhos, e eu quase caí. Nunca imaginei que fosse tão difícil manter o equilíbrio com os olhos fechados!!! Impressionante como é muito mais simples estar equilibrada quando a gente está (principalmente numa posição difícil) com os olhos abertos, fixos em um ponto que não se movimenta, e não muda. Provavelmente em algum momento, depois de muita prática, a pessoa consegue manter o seu equilibrio de olhos fechados, porque seu corpo estará bem mais forte e firme, e a mente muito mais treinada para estar direcionada para onde interessa, sem distrações ou desvios. Claro que também não ajuda escolher um ponto de fixação que se movimente ou fique mudando de lugar, afinal de contas, o seu instinto é seguir o ponto, e você cedo ou tarde cai na tentativa de fazer a coisa toda funcionar. E isso me faz pensar...
Quando eu abro os meus olhos, eu vejo toda a criação, e vejo as pessoas que Deus coloca do meu lado para me amar, ou para me empurrar adiante, e isso me faz crescer. Em alguns dias, é isso que me faz vencer o dia: lembrar que existem pessoas ao meu redor que podem ser beneficiadas pelo que eu sou ou pelo que eu posso ser (e fazer). Em outros dias, olhar ao redor me faz lembrar que quase nada é para sempre, e isso me traz o senso de oportunidade e de urgência necessários para viver bem um dia de cada vez, deixando de lado cada dia mais a ansiedade, a angustia com determinadas circunstâncias, e ao mesmo tempo, aquela preguiça que muitas vezes nos faz adiar o que deveria ser inadiável: o abraço, o olhar, o "eu te amo", o carinho, o apoio, o incentivo, a oração, a conversa, o café, o momento! Vejo também o quanto a minha vida não é complicada, o quando sou abençoada por ser tão amada de tantas formas, por ter tantas oportunidades de experimentar O caminho, A verdade e A vida em abundância.
Agora, quando eu fecho os meus olhos, eu posso dizer o que eu não vejo: o que está ao meu redor desaparece. Mesmo quando ainda o barulho me indica o que acontece ao meu lado, os meus olhos não estão completando o quadro da minha percepção, então, é como se eu pudesse em vários sentidos, ignorar o contexto. E isso pode ser excelente, quando é necessário focar apenas no que eu preciso fazer por mim. Mas quando eu fecho os olhos, eu também não vejo a beleza das oportunidades por aí, e a minha vida fica muito mais cinza, muito mais vazia, ou muito mais cheia do caos interior que é o ser humano naturalmente falando. Mas... posso também escolher aproveitar a ausência de distrações, e olhar bem mais fundo, e enxergar aquilo que Deus fez em mim e de mim até aqui. Posso olhar para dentro do meu ser e encontrar-me com o Seu Santo Espírito e, fechando o canal das interferências exteriores, posso entender melhor o que é que Ele tem a me dizer, a me mostrar, e eu volto a sonhar.
Quando eu fecho os meus olhos, eu vejo que o Papai me criou com tantas coisas boas, me deu tantas oportunidades, me resgatou tantas vezes, me amou de modos tão profundos e inexplicáveis, especialmente quando eu menos mereci, que eu sinto gratidão. Aliás, não tem muito como ver outra coisa: sabendo quem eu sou naturalmente, e olhando para o Amor que me amou primeiro, é difícil não ter vontade de chorar de alegria, de alívio, de adoração!
Com diz a Bíblia, há tempo para todas as coisas, e talvez esse seja o meu dia de fechar os olhos e realmente reconhecer que tudo o que eu preciso já está nas minhas mãos. Que de fato, o que é necessário já foi feito lá na cruz, e o restante que importa é Amor, e o que passa disso vai passar, e nem importa tanto assim... talvez seja o dia de respirar fundo, organizar as ideias e, abrindo os olhos, seguir em frente, correndo para o alvo que é viver sempre mais a história que Ele escreveu para mim.

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