segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

... mas na dose certa é um Santo remédio!!!


Uma vez eu ouvi alguém dizendo que, em determinado ponto de sua vida, já não fazia mais sentido realizar determinadas tarefas sem a companhia de uma outra pessoa. Na hora, confesso que fiquei absolutamente chocada e achei um absurdo, afinal, como é possível depender tanto assim de outro alguém? Eu mesma nunca tinha passado por isso... até ali.

Sim, eu comecei o texto anterior com a mesma história. E o fiz de propósito, afinal, gente é que nem remédio: na dose errada pode matar mas, na dose certa, definitivamente, é um instrumento Divino.

O maior problema aqui é que conheço diversas pessoas que, com medo de errar na dose e se machucar, simplesmente decidem não se medicarem e acabam deixando de lado o segundo mandamento: "Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos?
E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12:28-31)

Jesus, como tudo o que fazia, tinha um motivo muito especial para dizer estas palavras. Para mim Ele estava aqui declarando um dos maiores segredos de como viver plenamente o amor do Pai.

Há algum tempo entendi isso. Não sei se eu ouvi alguém falando ou se eu simplesmente cheguei a essa conclusão de alguma forma mas ficou muito claro para mim em algum momento no passado que as pessoas em nossa vida podem ser instrumento de salvação ou de condenação e desgraça para nós. Só que, mesmo tendo essa convicção e desejando escrever sobre o assunto, nunca consegui expressar por escrito o que tenho visto sobre isso... até agora.

Vejo a cada dia que passa o Senhor expressando o Seu amor para mim através de pessoas. As pessoas, por causa do amor de Cristo, ou através Dele, expressam para mim o amor que sinto falta, o apoio que muda o meu dia, a empatia que me faz sentir-me parte do todo, a cura de que necessito, a paz que excede todo o entendimento.

Quando me permito amar aos que me rodeiam, Deus me ensina que, mesmo com minhas falhas, posso ser instrumento de benção para outros, e portanto, posso cumprir o propósito Dele para mim, o que acaba me preenchendo e todos ganham. Quando permito que outros me amem, dou espaço para que o outro cresça, avance em relação às suas próprias conquistas e vença limitações (as dele e as minhas), me permito sentir o amor do Pai em relação à mim e aprendo invariavelmente uma lição valiosa para a minha vida, além de permitir que Deus cumpra o propósito Dele na vida do outro.

O segredo então é permitir que Deus seja, acima de tudo, o princípio, o meio e o final de nossas relações humanas.

Como princípio, Ele nos mostra com quem e quando nos relacionarmos, protegendo-nos de escolhas erradas em momentos inoportunos. Como final (ou objetivo), Ele nos direciona a termos relacionamentos que buscam sempre parcerias em direção ao cumprimento do propósito Dele. Como meio, Ele faz com que todos os momentos sejam abençoados, mesmo quando são de lágrimas (ou especialmente nesses).

Que Deus seja o nosso dosador para que, através Dele, façamos uso daquilo de mais precioso que Ele nos concedeu: a presença de nossos irmãos.

Um comentário:

  1. Amar ao próximo e se deixar ser amada é simples e complicado ao mesmo tempo. Rasrsrrsrsrsrsr
    Ótimo texto querida!

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